quinta-feira, 26 de março de 2009

NOVA ERA

NOVA ERA

Não são as invenções que transformam o mundo, são os homens que mudam. Essa divisão histórica é uma grande fraude.

A Idade Média é agora, hoje. A luz elétrica não é aquilo que deu vida ao novo pensamento, pelo contrário, muitos dos antigos estavam além da nossa juventude tecnóloga em compreensão do real.

Se acabar a luz artificial, morrerão os livre-pensadores? Negativo. Continuarão vivos, pois as invenções não os criaram, eles é que entenderam as idéias e as transfiguraram para projetos arquitetônicos.

Mesclar, essa palavra define o homem. Todavia, não significa que sejamos a junção de todas as coisas, pois é ridícula a suposição. Até nossas ideias deságuam na junção, é só lembrar da teoria do Big-bang, em que a cabeça de um alfinete continha os elementos universais; que suposição terrível!

Somos grandes sintetizadores, mas também analistas. E nesse processo de síntese e análise é que se tornam possíveis as comparações racionais no intuito da engenharia de leis gerais específicas para que se compreenda a engrenagem complexa da vida.

O engendramento dos elementos cosmológicos só tem importância por que existimos seres pensantes, mais que isso, o importante é a vida.

E para manter a vida em nosso planeta é necessário seguir as leis naturais independentes de nós. Não somos livres em momento algum, a liberdade não existe.

Somos uma incógnita de teimosia, remamos contra a maré. Estamos sempre querendo aquilo que nos é negado. Por quê?

Para que tanta luta em prol de alçar o desconhecido se o tememos tanto? Vale a pena desperdiçar tantos neurônios em questões aparentemente intermináveis?

Pode até não valer a pena, pois é justamente o temor da morte que nos faz tão ferozes, tanto em se tratando de Religião como de Filosofia, quanto na Ciência.

Os cientistas temem tanto morte quanto os filósofos e religiosos, a diferença está no caminho percorrido para livrar-se do medo.

A Religião manipula a mente com fantásticas abstrações do real, a Filosofia dá um passo a frente quando tenta entender o funcionamento das coisas e a Ciência tenta tocar tudo que vê, destruindo aquilo em que toca para reconfigurar e ser aclamada como a salvadora.

Não está na ora de pararmos essa busca por uma dita salvação que não passa de suposição? Se ela nunca vem, por que não viver de fato? É extremamente difícil e impreciso negar o agora para lucrar um futuro que talvez venha, talvez não.
Desperdiçamos a vida em troca de nada. Se pararmos só um momento para uma reflexão mais apurada veremos que nem a vida vale coisa alguma, pois ela acaba. E tudo indica que o ciclo da vida em nosso planeta um dia acabará. Sendo verdade ou não, o certo é que só se vive uma vez.

Quem sabe o errado sou eu em ser um sujeito tão correto socialmente falando e certo estão os adeptos o Arcadismo. Carpe diem!

MAGO DIÁFANO
Asabarcelri, 04/02/2009

Nenhum comentário:

Postar um comentário