quinta-feira, 26 de março de 2009

ANÁLISE CRÍTICA DO TEXTO “CANIBALISMO EM NOME DO AMOR”, DE RONALD RAMINELLI

Antropofagia, um nome latino para um ritual americano. O historiador deve ser racionofágico, ou seja: devorar a própria racionalidade para tornar-se um crítico natural.

No filme “Apocalipto”, derivação do termo Apocalipse, “revelação”, o livro bíblico onde cavalos de fogo espalham a morte pelo mundo, etc., mostra-se os Maias como um grande império dominador e feroz. E uma “profecia” é realizada por um curumim, que aquele povo temeria algo atroz. Atrocidade de sobra estampada no ínfimo das caravelas européias do capitalismo.

Estranho, mas o índio é um bárbaro em seu próprio território, uma vez que parecemos bem mais com os europeus invasores que com os americanos natos.

Tanto que os nativos sempre foram retratados como os “selvagens”, o que justificaria para os usurpadores o massacre aos “maus” e “inferiores”.

Antropofagia é uma idéia que choca, seja por amor ou vingança, nos parece brutal e assustador. Todavia, mais vil que isso não seria a escravização e dilaceração de povos de todos os continentes sob a alegação de uma “supremacia” racial estampada por meio de simples acessórios como roupas de tecido e jóias?

A História crítica mostra que por trás das civilizações mais avançadas existe uma corja de assassinos santificada e covarde, arraigada num intelectualismo fraudulento, que apaga os vestígios da identidade dos subjugados e ainda mascara todos os fatos sangrentos.
Será que algum dia toda essa maquiagem ruirá e teremos acesso à razão pura ou continuaremos imersos nessa supremacia da tortura chamada Cultura-dominante?
O dilema é: Como reverter a lavagem cerebral?