quinta-feira, 26 de março de 2009

ANÁLISE CRÍTICA DO LIVRO “A CONQUISTA DA AMÉRICA, A QUESTÃO DO OUTRO” DE TZVETAN TODOROV

Não. O massacre não é um assassinato ateu, como afirma Todorov, mas sim um assassinato pelo poder, e ponto. O sacrifício é crime de igual natureza. Não importa quem aprecia ou que seja realizado para e pelo poder oficial, pois se liga ou desliga laços sociais a brutalidade dos fatos não se amenizam por isso.
Não. Não tenho que escolher entre civilização alguma, de massacres ou sacrifícios. Não pertenço a astecas nem a espanhóis. O que não dá o direito aos últimos de terem cometido tais atrocidades: de partirem ao meio pessoas que mal algum lhe causaram, assassinar crianças de colo, chicotear, escravizar, humilhar, tomar mulheres à força de seus maridos e pior ainda; exterminar povos sem razão, usurpando-lhes a cultura, as terras, e até mesmo o direito de tais povos constarem na História.
Tudo isso para quê? Para uma ascensão social, pelo ouro, pela prata e outras fontes de riquezas. Nada justifica os atos atrozes de Colombo, Hernan Cortez, Fernão de Magalhães, Vasco Nuñes de Balboa, Narvaez e tantos outros canalhas que acreditam ser “superiores” por alguma razão que só eles conhecem.
Que nome dar a pessoas que invadem terras alheias, escravizam, dizimam, estupram, impõem suas culturas dominantes sem mesmo sentir algum remorso por isso; que até apreciam os feitos e jóias de outros povos, mas não reconhecem esses povos como humanos? Talvez espanhol e europeu sejam os palavreados do futuro, quem sabe?

PLAGE ANGEL