quinta-feira, 26 de março de 2009

RESENHA DO TEXTO: “COTIDIANO E VIDA PRIVADA” DE LEILA MEZAN ALGRANTI

O casamento na prática era realizado mais pela elite, existiam famílias de todos os tipos, como: filhos naturais e ilegítimos criados juntos, ou agregados, padres com concubinas e afilhadas, comerciantes solteiros com caixeiros, etc.

A MORADA COLONIAL E OS ESPAÇO DE INTIMIDADE:

Nos três primeiros séculos de colonização, as casas de vilas e cidades eram simples e pobres. Sobrados e vivendas surgem já no século XIX para a elite. A economia era agrícola. As moradas urbanas eram mais parecidas em relação às da zona rural.

Quintais, jardins, pomares, hortos, entre outros anexos eram comuns tanto a ricos quanto a pobres da cidade e do campo. Criavam-se porcos e aves em galinheiros e curais. Os anexos de muitos eram casas de farinha, moenda e depósitos de utensílios e alimentos.

A hospitalidade vira característica do Brasil colonial, entretanto, os viajantes passavam a chuva ou à noite em geral nos alpendres; local onde eram realizadas as refeições nas casas mais amplas.

OS INTERIORES DAS CASAS; EM BUSCA DE UMA INTIMIDADE:

As casas de pobres tinham apenas um ou dois cômodos, enquanto as dos mais endinheirados dispunham de mais aposentos.

As casas pobres não tinham chaminé, o chão era lamacento e tudo enegrecido de fuligem, por não haver janelas.

As casas ricas variavam muito de tamanho e forma. Os sobrados tinham dois ou mais andares. Existiam casas com duas cozinhas, uma limpa outra suja. No Brasil as cozinhas sempre foram ficando do lado externo da casa, o que mais tarde serviu para dividir espaços entre escravos e senhores.

Os ambientes domésticos e os mobiliários eram precários. Dormia-se em redes, camas eram raras. Era comum sentar-se no chão.

No séc. XIX as famílias mais abastadas de Recife, Bahia e Rio de Janeiro, graças a seus portos, tiveram cortinas melhores, lustres e armários (para substituir os baús, caixas e cabides de chifres).

SOCIABILIDADE E COSTUMES DOMÉSTICOS
FORMAS DE SOCIABILIDADE NO AMBIENTE DOMÉSTICO:

Nos primeiros séculos a forma de se socializar eram nas festas religiosas e festas de homenagem a autoridades eclesiásticas, civis ou reais. Os lares eram praticamente feitos para repouso da população.

O advento dos candeeiros foi responsável por maior interação entre membros da própria família e amigos, por ser possível serões e reuniões noturnas com jogos (xadrez, gamão, baralho) e visitas. Depois surgem óperas e teatros.

COSTUMES DOMÉSTICOS:

O abastecimento precário perdurou muitos séculos pela distância muito grande da metrópole. As índias ensinavam a socar milho, construir redes, preparar mandioca e moldar barro nos primeiros tempos.

Às mulheres cabia a maior parte dos afazeres domésticos, e eram acusadas de costumes judáicos, pois realmente eram em suma cristãs-novas. Mesmo os sacerdotes dispunham do toque feminino, disfarçando amantes como afilhadas.

A farinha de mandioca foi por muitos séculos o principal alimento dos colonos. Já no Brasil holandês, Recife e Maurícia e mesmo entre a população rural comia-se toucinho, manteiga, azeite, vinho espanhol, aguardente, peixe seco, bacalhau, trigo, carne salgada, favas, ervilhas, cevada e feijões, tudo mantido pela Holanda.

A família se reunia por volta do meio-dia à mesa e não se recebia visita nesse horário. Três refeições eram realizadas, com a ceia mais frutal. Os horários variavam. Lavavam-se as mãos antes e depois as refeições, e os pés antes de dormir. A sesta era realizada de norte a sul.

Morria-se muito por falta de médicos e remédios, testamentos eram muito comuns. As mulheres, ajudadas por curandeiros e mucamas mais experientes ministravam remédios caseiros, a contra-gosto da Inquisição. Surgiam daí os purgantes, recomendados para tudo.

TRABALHO E RALAÇÕES PESSOAIS NO INTERIOR DO DOMICÍLIO:

O adultério e concubinato eram freqüentes e o nascimento de filhos ilegítimos era muito grande. Devido à falta de mulheres brancas os colonos se uniam com índias em mancebias e tinham filhos com escravas, embora casados com brancas.

Existem livros de registro ou “cadernos de assento” em que os fazendeiros anotavam tudo o que gastavam com compras, educação dos filhos, etc. os negócios eram ministrados pelo homem da casa.

TRABALHO E ATIVIDADES NO INTERIOR DO DOMICÍLIO:

No litoral nordestino produzia-se lavoura açucareira, em meados do século XVI, o preconceito com o trabalho manual nasce por que a escravidão negra se espalha por toda a Colônia.
Algumas localidades se especializavam na fabricação de tecido e exportavam para outras. O pau-brasil com urina fixava melhor a cor. A fabricação de cerâmicas é aprendida dos índios.
Fabricava-se sabão com cinzas de vegetais queimados para compor sebo e gorduras vegetais. Vassouras piaçabas não faltavam.

Só em meados do século XVIII há um gosto maior pelo conforto, para morar e receber bem os amigos, nas famílias mais ricas.








Referências bibliográficas: SOUZA, Laura de Mello e. História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.v.1.
PLANO DE AULA:

· Assunto: A vida privada no Brasil colônia
· Objetivo: Expor a vida cotidiana do Brasil no período colonial
· Material didático utilizado: Texto.
· Modo de abordagem: Aula expositiva.
· Avaliação: uso de palavras-chave. Pedir aos estudantes que relatem sobre essas palavras em relação ao texto.

1a. palavra-chave: sobrados
2a. palavra-chave: candeeiro
3a. palavra-chave: hospitalidade
4a. palavra-chave: remédios
5a. Palavra-chave: mulheres brancas
6a. Palavra-chave: anexos
7a. Palavra-chave: monoparental
8a. Palavra-chave: fidelidade
9a. Palavra-chave: grande família
10a. Palavra-chave: cristão-novo











grande família

monoparental

fidelidade

anexos
cristão-novo














TEXTO COMPLEMENTAR:

Família Colonial
Família na colônia, um conceito elástico
A multiplicidade da organização familiar no período surpreende os que associam o patriarcalismo a uma estrutura monolítica. por Mary del Priore

Empregado do governo com sua família no Brasil colonialTodo mundo tem família e ela é a mais velha instituição da sociedade. Mas, se formos examinar nossa história, veremos que, diferentemente de uma família ideal, congelada em padrões, tivemos, em nosso passado, famílias, no plural. E que diferentes tipos se constituíram, ao sabor de conjunturas econômicas ou culturais.

O europeu trouxe para o Novo Mundo uma maneira particular de organizar a família. Esse modelo, constituído por pai e mãe "casados perante a Igreja", correspondia aos ideais definidos pelo catolicismo. Apenas dentro desse modelo seria possível educar os filhos, movimentando uma correia de transmissão pela qual passariam, de geração em geração, os valores do Ocidente cristão.

Mas será que o europeu conseguiu impor esse tipo de família ao Novo Mundo? Para Gilberto Freyre, a família rural foi o mais importante fator de colonização. Ela era a unidade produtiva que abria espaços na mata, instalava fazendas, comprava escravos, bois e instrumentos. Agia de forma mais eficiente para o desbravamento da terra do que qualquer companhia de comércio.

Já Sérgio Buarque de Holanda observou que a família prevalecia como centro de todas as organizações. Os escravos, juntamente com parentes e empregados, dilatavam o círculo no qual o senhor de engenho era o todo-poderoso pater familias.
Para os dois autores, a soma da tradição patriarcal portuguesa com a colonização agrária e escravista resultou no chamado patriarcalismo brasileiro. Tanto no interior quanto no litoral, ele garantia a união entre parentes, a obediência dos escravos e a influência política de um grupo familiar sobre os demais.

Uma grande família impunha sua lei e ordem nos domínios que lhe pertenciam. O chefe cuidava dos negócios e tinha absoluta autoridade sobre a mulher, filhos, escravos, empregados e agregados.

Essa autoridade se estendia também a parentes, filhos ilegítimos ou os de criação, afilhados. Sua influência era enorme e se estendia, muitas vezes, aos vizinhos. Havia uma relação de dependência e solidariedade entre seus membros.

Embora se reconheça a importância desse modelo, outros tipos de família vicejavam na mesma época: famílias pequenas de solteiros e viúvos, de mães e filhos vivendo sem pais. Entre as camadas mais pobres, eram comuns as ligações consensuais, sobretudo nas áreas de passagem, urbanização acelerada ou mineração.

Importante: viver numa família na qual faltava a bênção do padre não queria dizer viver na precariedade. Tais ligações, então chamadas de concubinárias, podiam ser, e eram, muito estáveis. Havia consenso entre os companheiros.Havia divisão de papéis e partilha de tarefas. O que era precário era sua situação material.

Mas a estima, o respeito e a solidariedade eram características que se encontravam tanto num tipo de família quanto no outro. Assim como as tensões ou violências, também presentes em ambas. Mas vamos ao começo. Quando teve início a colonização, não havia mulheres européias por aqui. Uma das soluções foi a de juntar-se às índias. Muitas delas se entregavam aos brancos, pois os índios consideravam normal a poligamia.

Os tupis, por exemplo, tinham o hábito de oferecer uma mulher a todo o estranho que fosse viver entre eles. Homens como João Ramalho adotaram muitos dos seus usos e costumes. Aprenderam a plantar milho, a fazer uso do tabaco de fumo e a dormir em redes fiadas pelas companheiras.
As crianças nascidas desses amancebamentos eram chamadas curibocas, na língua tupi. Para os brancos, eram mamelucos. É bom não esquecer alguns aspectos importantes da vida indígena. O casamento era proibido entre mãe e filho, filho e irmã, pai e filha.

Eles seguiam regras bem simples: desejando se unir, os homens se dirigiam a uma mulher e perguntavam sobre sua vontade de casar. Se a resposta fosse positiva, pedia-se permissão do pai ou parente mais próximo.
Dada a permissão, os "noivos" se consideravam "casados". Não havia cerimônias e, se ficassem fartos do convívio, consideravam a relação desfeita. Ambos podiam procurar novos parceiros. Normalmente, os índios tratavam bem suas companheiras. Protegiam-nas, andavam junto com elas dentro e fora da aldeia, e, se o inimigo aparecesse, lutavam, dando chance a elas de escapar. Quando os casais brigavam, podiam espancar-se mutuamente, sem interferência de terceiros.

O adultério feminino causava grande horror. O homem enganado podia repudiar, expulsar e mesmo matar a mulher que tivesse cometido essa falta. Quando as mulheres engravidavam na relação extraconjugal, a criança era enterrada viva e a adúltera trucidada.

Havia uma grande liberdade sexual antes do casamento. As moças podiam manter relações com rapazes índios ou europeus, sem que isso lhes provocasse desonra.Posteriormente, casavam-se sem nenhum constrangimento.

As africanas, por sua vez, vieram engrossar as "uniões à moda da terra". Os portugueses já estavam familiarizados com elas, pois, desde o século XV, eram enviadas para Portugal. Trabalhando como escravas, em serviços domésticos e artesanais, acabavam se amancebando ou casando com eles.

No Brasil, as coisas não foram diferentes. Daí as famílias de mestiços e mulatos. Da mesma maneira que as uniões de brancos com índias, ou de brancos pobres, as de brancos, mulatos e negros também não pressupunham o casamento oficial. As pessoas se escolhiam por que se gostavam, passando a morar juntas e a ter filhos.

O fato de no Brasil colonial as cidades serem distantes umas das outras fazia com que a maioria das pessoas morasse "pelos sertões ou matos". Elas, também, tinham dificuldade em cumprir os preceitos da religião. Em sua maioria viviam juntas, antes mesmo de casar. Era o chamado "despensorio de futuro", isto é, uma união tendo em mente um futuro casamento.

Para alguns homens, engravidar a companheira era importante, pois permitia avaliar se ela lhe daria muitos filhos. Como a maioria vivia na roça, os filhos ajudavam na lavoura. Mas se eventualmente não se importavam com a virgindade, os homens ligavam muito para a fidelidade da companheira.

Quando se sentiam traídos era comum ameaçar e espancar suas mulheres. Mas elas davam o troco. Abandonadas, não hesitavam em tentar envenená-los ou pediam ajuda aos irmãos e parentes para aplicar-lhes uma boa surra.Graças às grandes ondas migratórias, alguns centros urbanos ficavam com mais mulheres do que homens.
Elas cuidavam do pequeno comércio, da lavoura, da plantação e dos animais domésticos. Algumas, mais abastadas, eram fazendeiras, comerciantes de escravos e de tropas. Enfim, trabalhando em casa ou na rua, ajudavam na sobrevivência de suas famílias e eram membros destacados da economia informal que existia então.

A vida de mulheres sozinhas com filhos e dependentes se consolidava no que, hoje, chamamos de lares monoparentais. Alguns deles incluíam escravos. Outros, parentes ou "agregados". Longe de serem sinônimos de fragilidade social, tais famílias permitiam às matriarcas traçar agendas extremamente positivas: casavam filhos interferindo na escolha do cônjuge, controlavam o dinheiro com que cada membro colaborava para o domicílio, punham em funcionamento redes de solidariedade, agiam em grupo, quando tinham seus interesses contrariados.

E os escravos? A Igreja Católica não só permitia que se casassem como defendia esse direito, inclusive com pessoas livres. Os senhores mais ricos costumavam casar seus escravos no mesmo dia em que batizavam as crianças nascidas no engenho. Assim, chamava-se um padre que realizava as duas cerimônias e depois havia uma "função": festa ao som de batuques, violas e atabaques.

O trabalho na lavoura, a época de colheita ou de moagem da cana serviam para que homens e mulheres se encontrassem. De maneira geral, nas grandes fazendas, havia mais homens do que mulheres nas senzalas. A escolha da companheira muitas vezes causava disputas violentas, ameaças e até mortes.

Os escravos preferiam unir-se com companheiras da mesma origem étnica. Chama-se a esse fenômeno endogamia. Escravos de origem nagô se casavam com nagô; os de origem hauçá, com hauçá, e assim por diante. Essa escolha, ditada por afinidades culturais e religiosas, permitia ao casal organizar seu mundo com os mesmos hábitos e tradições da sua região de origem na África.
Nas cidades, as uniões entre homens e mulheres escravos, ou entre escravos, alforriados ou livres, também eram correntes. Aí também prevalecia o padrão endogâmico de casamento. A família escrava apoiava-se numa forma de solidariedade muito forte: a espiritual. Escolhendo para padrinhos ou madrinhas de seus filhos amigos ou companheiros de trabalho ou de etnia, os descendentes de africanos formavam um tipo de família em que os laços com a tradição africana eram muito importantes.

Os padrinhos e madrinhas ficavam encarregados de proteger e ajudar o afilhado até o final da vida, servindo para forjar uma rede de informações das diversas "nações", que fazia circular as notícias sobre os familiares vendidos a proprietários diferentes.

Havia sempre a possibilidade de reencontrar irmãos, pais e mães ou outros parentes. A família senhorial apresentava algumas características também encontradas no restante da sociedade. Elas podiam ser extensas - englobando familiares e agregados, parentes, filhos bastardos e concubinas. Ou podiam ser monoparentais.Essas eram em geral lideradas por viúvas que viviam com seus filhos e irmãos ou irmãs solteiras.

Em ambos os casos, eram comuns as núpcias entre parentes próximos, primos e até meio-irmãos. Graças aos casamentos endogâmicos, as famílias senhoriais ampliavam sua área de influência, aumentando também as terras, escravos e bens.

O casamento com "gente igual" era altamente recomendável e poucos eram os jovens que rompiam com essa tradição. O dia-a-dia desses grupos transcorria em meio a grande número de pessoas. As mulheres pouco saíam de suas casas, empregando seu tempo em bordados e costuras, ou no preparo de doces, bolos e frutas em conservas. Eram chamadas de "minha senhora", pelos maridos.

Concluindo, não se pode falar em "família" no Brasil colonial, e sim em "famílias", no plural. Famílias que se metamorfosearam de acordo com as conjunturas múltiplas de seu tempo. Famílias que, hoje, ainda despertam grande interesse de pesquisadores e estudiosos.
Mary del Priore é historiadora, autora de História da família no Brasil colonial (Moderna), História do amor no Brasil (Contexto) e duas vezes ganhadora do prêmio Casa Grande & Senzala.

Fonte:
http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/familia_na_colonia_um_conceito_elastico_imprimir.html

TÓPICOS:

1a.palavra-chave: sobrados = surgem já no século XIX para a elite. tinham dois ou mais andares.

2a. palavra-chave: candeeiro = maior interação entre membros da própria família e amigos, por ser possível serões e reuniões noturnas com jogos (xadrez, gamão, baralho) e visitas.

3a. palavra-chave: hospitalidade = os viajantes passavam a chuva ou à noite em geral nos alpendres

4a. palavra-chave: remédios = As mulheres, ajudadas por curandeiros e mucamas mais experientes ministravam remédios caseiros, a contra-gosto da Inquisição. Surgiam daí os purgantes, recomendados para tudo.

5a. Palavra-chave: mulheres brancas = Devido à falta de mulheres brancas os colonos se uniam com índias em mancebias e tinham filhos com escravas, embora casados com brancas. Até os padres eram amancebados com ídias sob o pretexto de a apadrinharem.

6a. Palavra-chave: anexos = Os anexos de muitos eram casas de farinha, moenda e depósitos de utensílios e alimentos

7a. Palavra-chave: monoparental = unir-se com companheiras da mesma origem étnica. Escravos de origem nagô se casavam com nagô; os de origem hauçá, com hauçá, e assim por diante.

8a. Palavra-chave: fidelidade = Quando se sentiam traídos era comum ameaçar e espancar suas mulheres. Mas elas davam o troco. Abandonadas, não hesitavam em tentar envenená-los ou pediam ajuda aos irmãos e parentes para aplicar-lhes uma boa surra.
Entro os índios o adultério feminino causava grande horror. O homem enganado podia repudiar, expulsar e mesmo matar a mulher que tivesse cometido essa falta. Quando as mulheres engravidavam na relação extraconjugal, a criança era enterrada viva e a adúltera trucidada.

9a. Palavra-chave: grande família = Uma grande família impunha sua lei e ordem nos domínios que lhe pertenciam. O chefe cuidava dos negócios e tinha absoluta autoridade sobre a mulher, filhos, escravos, empregados e agregados.
Essa autoridade se estendia também a parentes, filhos ilegítimos ou os de criação, afilhados. Sua influência era enorme e se estendia, muitas vezes, aos vizinhos. Havia uma relação de dependência e solidariedade entre seus membros.

10a. Palavra-chave: cristão-novo = Às mulheres cabia a maior parte dos afazeres domésticos, e eram acusadas de costumes judáicos, pois realmente eram em suma cristãs-novas.
A farinha de mandioca foi por muitos séculos o principal alimento dos colonos. Já no Brasil holandês, Recife e Maurícia e mesmo entre a população rural comia-se toucinho, manteiga, azeite, vinho espanhol, aguardente, peixe seco, bacalhau, trigo, carne salgada, favas, ervilhas, cevada e feijões, tudo mantido pela Holanda.

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Asabarcelri

RESUMO DO TEXTO: CAP3: OS ÍNDIOS CEARENSES 3.3 A GUERRA DOS “BÁRBAROS” .3.4 MONTES E FEITOSA

A GUERRA DOS “BÁRBAROS”.

A guerra dos bárbaros é uma confederação entre índios Tapuias, como baiacus, Icós, Anacés, Acriús, Canindés, Jenipapos, Trernembés, Quixelôs, Jaguaribaras, Arariús, Crateús, Janduins e outras inimigas entre si se uniram para combater um mal maior: o homem braço.

Do final do séc XII ao segundo década do próximo, com mais de trinta anos durando essas batalhas a destruir tudo o que os invasores europeus construíam, nos Estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí, Parnaíba e Ceará.

Combateram tropas vinda até de São Paulo com Matias Cardos, João amaro Maciel, Domingos Jorge Velho, Fernão Carrilho, Manuel Alves de Morais Navarro e João de Barros Braga.

Combateram os europeus que a seu lado tinham até tribos inteiras dominadas e “amansadas”, escravos e criminosos que teriam suas penas perdoadas ou amenizadas.


MONTES E FEITOSA

Duas famílias chegadas ao Ceará em conflito, uma vinda de Alagoas, os Montes, a outras advinda de Sergipe. Por volta de 1710 a 1720 se envolveram em confronto, cometiam incêndios, assassinatos de índios e vaqueiros, saques, emboscadas e confronto aberto.

José Mendes Machado, interventor do Ceará, o Tubarão, tomou o partido dos Feitosa. Formou aliança com Francisco e Lourenço Feitosa para capturar Francisco Monte no Crato (ou Cariri Novo) e saquearam, os Montes, seqüestrando mulheres e negros e assassinando.
Os Monte uniram-se aos índios Inhamuns e os Feitosa aos Jucás, jenipapos e Cariús. Manuel Francês, chefe da capitania interveio em 1725, quando a guerra se amenizou. Ao que tudo indica os Feitosa continuaram ricos e os Monte empobreceram. Mas os perdedores de fatos foram os indígenas que nada tinha a ver com a questão.

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ANÁLISE CRÍTICA DO TEXTO “CANIBALISMO EM NOME DO AMOR”, DE RONALD RAMINELLI

Antropofagia, um nome latino para um ritual americano. O historiador deve ser racionofágico, ou seja: devorar a própria racionalidade para tornar-se um crítico natural.

No filme “Apocalipto”, derivação do termo Apocalipse, “revelação”, o livro bíblico onde cavalos de fogo espalham a morte pelo mundo, etc., mostra-se os Maias como um grande império dominador e feroz. E uma “profecia” é realizada por um curumim, que aquele povo temeria algo atroz. Atrocidade de sobra estampada no ínfimo das caravelas européias do capitalismo.

Estranho, mas o índio é um bárbaro em seu próprio território, uma vez que parecemos bem mais com os europeus invasores que com os americanos natos.

Tanto que os nativos sempre foram retratados como os “selvagens”, o que justificaria para os usurpadores o massacre aos “maus” e “inferiores”.

Antropofagia é uma idéia que choca, seja por amor ou vingança, nos parece brutal e assustador. Todavia, mais vil que isso não seria a escravização e dilaceração de povos de todos os continentes sob a alegação de uma “supremacia” racial estampada por meio de simples acessórios como roupas de tecido e jóias?

A História crítica mostra que por trás das civilizações mais avançadas existe uma corja de assassinos santificada e covarde, arraigada num intelectualismo fraudulento, que apaga os vestígios da identidade dos subjugados e ainda mascara todos os fatos sangrentos.
Será que algum dia toda essa maquiagem ruirá e teremos acesso à razão pura ou continuaremos imersos nessa supremacia da tortura chamada Cultura-dominante?
O dilema é: Como reverter a lavagem cerebral?

ANÁLISE CRÍTICA DO LIVRO “A CONQUISTA DA AMÉRICA, A QUESTÃO DO OUTRO” DE TZVETAN TODOROV

Não. O massacre não é um assassinato ateu, como afirma Todorov, mas sim um assassinato pelo poder, e ponto. O sacrifício é crime de igual natureza. Não importa quem aprecia ou que seja realizado para e pelo poder oficial, pois se liga ou desliga laços sociais a brutalidade dos fatos não se amenizam por isso.
Não. Não tenho que escolher entre civilização alguma, de massacres ou sacrifícios. Não pertenço a astecas nem a espanhóis. O que não dá o direito aos últimos de terem cometido tais atrocidades: de partirem ao meio pessoas que mal algum lhe causaram, assassinar crianças de colo, chicotear, escravizar, humilhar, tomar mulheres à força de seus maridos e pior ainda; exterminar povos sem razão, usurpando-lhes a cultura, as terras, e até mesmo o direito de tais povos constarem na História.
Tudo isso para quê? Para uma ascensão social, pelo ouro, pela prata e outras fontes de riquezas. Nada justifica os atos atrozes de Colombo, Hernan Cortez, Fernão de Magalhães, Vasco Nuñes de Balboa, Narvaez e tantos outros canalhas que acreditam ser “superiores” por alguma razão que só eles conhecem.
Que nome dar a pessoas que invadem terras alheias, escravizam, dizimam, estupram, impõem suas culturas dominantes sem mesmo sentir algum remorso por isso; que até apreciam os feitos e jóias de outros povos, mas não reconhecem esses povos como humanos? Talvez espanhol e europeu sejam os palavreados do futuro, quem sabe?

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IDADE MÉDIA OCIDENTAL

A Idade Média (496-1459 = queda do Império romano no Oriente e depois de Roma no Ocidente) não foi de todo “Idade das trevas”, pois houve criações de universidades e invenções como o moinho de vento. Medievalistas, como Jaques Le Goff, para quem a queda de Roma não significa o fim da Idade Média e sim a descoberta da América (1492) Regine Pearnaud e George Duby, são contra a divisão, em baixa, alta, e central.

Muitas tribos germânicas (ostrogodos, visigodos, lombardos) foram incorporadas ao exército romano no séc. IV, mas na metade do séc. V, atacados pelos hunos, invadem Roma. Eram pastores e agricultores. Sua literatura e o direito transmitida de forma oral, suas principais artes eram trabalhos com metais, entre eles o ouro. Seu principais deuses eram Thor e Freya. Em 476 o último imperador romano é deposto, surgindo vários reinos germânicos, futuros países.

A ciência estava muito atrasada, muitas pessoas não sabiam sequer sua idade, a média de vida era 21 anos, o que aumentava a religiosidade e misticismo do povo. As casas eram frias, escuras e amontoadas.

O ano começava em meses diferentes em diversos países, o que dificultava mais ainda a contagem dos anos, a ampulheta não era precisa, nem o relógio de sol, para a medição das horas, a população em suma não dominava as letras nem os números. Por isso é que o imperador Carlos Magno, analfabeto, investe na educação de seus futuros condes para que eles administrem melhor suas terras.

No ano 800 assume Carlos Magno coroado pelo papa, filho de Pepino (“o breve”) que havia doado a Itália, tirado dos lombardos em troca do apoio papal (751); neto de Carlos Martel que derrota os muçulmanos na Gália (732) e da mesma tribo do rei Clóvis, dos Francos, que se converte ao cristianismo (496). Calos vence lombardos, avaros e saxões. Cria um movimento de preservação cultural: Renascimento carolíngio. Seus netos dividiram o Império com o tratado de Verdun (843). Depois das invasões dos vikings, muçulmanos e húngaros forma-se a sociedade feudal (1000).

Havia um grande período de regime feudal em que mais tarde, a partir do séc. XIV,estoura numa revolução de lutas contra os senhorios, isso com o advento do dinheiro e do comércio melhor estruturado.

Uma das grandes marcas desse período da História é a Peste Negra que se alastrou extraordinariamente matando cerca de 1/3 da população européia.

Outra coisa notável são as cruzadas com a ordem Templária, os melhores cruzados, que guardava os bens de seus aliados e assim enricou; mas foi destruída pelo rei Luís. Criou-se várias lendas a respeito dos templários, que tinham o objetivo de expulsar os muçulmanos.

A Inglaterra nutria imensa rivalidade com a França, entre essas nações acontece a Guerra do 100 anos (1227-1423) em que os ingleses foram por fim retirados da França, não sem antes deixa-la com cerca da metade da população morta, contudo, a Peste Negra exterminou, dessa metade, mais franceses que a própria Inglaterra.

A mulher não tinha status, todavia, com exceções com Joana D’arc que luta contra os Ingleses, a rainha Eleonor da Aquitânia que casou com dois reis e outras intelectuais.

Existiu nesse meio, a Inquisição que eliminou um sem-número de pessoas ditas hereges a mando da Igreja e alianças conturbadas entre reis e papas.

Não se pode esquecer também a arquitetura gótica que gerou imensos templos religiosos onde cidades rivalizavam pela maior igreja, com suas gárgulas e seus vitrais coloridos.

Duas visões antagônicas na Igreja são agostinho e Tomás de Aguino. O primeiro altamente severo e voltado para a filosofia de Platão a cristianizando e o outro, inspirados nos estudos de Aristóteles, tenta conciliar razão e fé, surgindo a Ecolástica.

Na literatura temos a “Comédia” de Dante Alighiere a mais notável, o autor é expulso de Florença (Itália) por causa de política. Essa seria a última obra de Dante antes de sua morte com pouco mais de 60 anos, mostra nela uma profunda crise existencial e conhecimento apurado da mitologia Grega.
De lendas temos as do período aturiano, da parte do povo Celta que vai para o Reino Unido, são as lendas que rondam o guerreiro rei Artur, além de fadas, duendes, elfos, etc. Nelas são baseados os filmes e livros “Código da Vince” de Dam Brow e “As brumas de Avalon” de Marion Zimmer Bradley.

PLAGE ANGEL

MATA ATLÂNTICA

MATA ATLÂNTICA

Natureza, bela e precisa
Dela todos somos parte
Desde a existência
À humana arte
Natureza, simples e complexa
Sem valor agregado
É saúde, é agrado
A própria existência a ela está anexa

Temos uma ignorância
Profunda do natural
Construímos cidades
Destruindo a zona rural
Esquecemos as curvas de nível
Fazemos queimadas indevidas
Realizamos a pesca predatória
Matamos tudo em que há vida

Poluímos rios e mares
Vão-se as matas
Vão-se as flores
Pássaros engaiolados
Estão confusos os valores
O lucro faz miséria
Na qualidade de vida
Estresse é coisa séria


Fator de muita fadiga
Andamos tão cansados
E o clima tão alterado
Que nos causa intriga
A paisagem perde a graça
Concreto sobre a morta mata
Tudo podem os de gravata
_Que humanidade ingrata!



O que fica no lugar?
Área de proteção ambiental
Nada substitui
Nada é igual
Mata Atlântica degradada
Carece re-plantação
Ecossistema sem cuidado
É dizer sim à extinção!

AROLDO FILHO

DÍZIMA RACIONAL

DÍZIMA RACIONAL

A pretensa razão não é algo em si e sim a representação pictórica da verdade que tanto buscamos. Não se trata da coisa em si mesma, ao invés, o que se a apresenta em seu lugar é uma bela abstração.

Não há em nós temos maior que a morte e dúvida superior à vida e seus processos cosmológicos até chegar em nós por meio de uma evolução complexa difícil de entender e acreditar.

Se a Matemática, uma ciência dita exata, comporta números irracionais e fracionados com divisões inexatas que acabam em dízimas periódicas, eu poderia transplantar essa idéia para o plano geral de natureza e propor que a Verdade é uma dízima periódica?

Então, as coisas também a seriam, todo o Universo não passaria de uma imensa fractal e como tal apenas nos confunde aparentando uma infinitude fajuta?

Para tanto, a própria razão não poderia ser racional em seu todo, ela seria apenas uma fração arredondada para que nossos tão preciosos cálculos sejam possíveis rumo aquilo que talvez jamais responderemos.

Viver é mais importante que contar, contudo, aos curiosos cabe vasculhar a História para com ela aprender, quem sabe, a viver mais e melhor, colhendo das próprias análises um aproximar de porquê do que aconteceu e advirá para empregar no presente.

Vivemos inteiramente para os outros ou para algo além de nós. Em vez de aceitarmos simplesmente que não há porquê da existência a buscamos em algo fora de nós mesmo, exceto se você for um autista, nos apegamos a amigos, colegas, conjugue, família, sociedade, coisas materiais, cultura, deuses e outros seres ditos sobrenaturais.

Nesse ponto os autistas enxergam além, eles vêem a si mesmos, ao contrário da maioria que procura fora de si um espelho que não nos reflete a face: Natureza, beleza, dinheiro, paisagens imaginárias, aceitação, prazer, poder de vida e morte sobre algo, criação de uma coisa até agora inexistente para melhorar a auto-imagem perante a alguma coisa fora de você, entre muito mais de um mar ideológico implantado natural e artificialmente em nossa mente para alçar uma identidade que sequer se define direito.

Somos caçadores do inalcançável. Uma façanha tipicamente humana é criar sempre e guardar informação fora do cérebro; no caso a Arte, como grande exemplo, a própria escrita. Sem palavras transcritas não seria possível passar tanto conhecimento através de milênios, uma vez que oralmente muito se perde.

A oralidade é muito importante para guardar a cultura transmitida que formou parte da nossa identidade cultural a nos diferenciar do resto do mundo. Quando uma cultura de massa em globalização se propaga mundialmente apaga tudo aquilo que somos.

Estamos re-programados, sabendo muito mais sobre os atores e todas as futilidades da vida particular deles que de nossos bisavós. Um ator de novela não pode me fazer entender como virei o que sou dentro de uma sociedade particular que em criou, menos ainda fará por mim um fantoche de reality-show ou um programa de auditório; é quando esqueço quem sou.

Segundo Nietzsche, os problemas deveriam ser encarados de frente e de cara limpa para que pudéssemos resolve-los e nada mais nos traz à tona todos os problemas que a história-local; ela existe para que olhemos nos espelho, não como Narciso, mas como um cientista feito Arquimedes, que saiu nu no meio da rua gritando: _Eureka!

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará, 11/03/2009

NOVA ERA

NOVA ERA

Não são as invenções que transformam o mundo, são os homens que mudam. Essa divisão histórica é uma grande fraude.

A Idade Média é agora, hoje. A luz elétrica não é aquilo que deu vida ao novo pensamento, pelo contrário, muitos dos antigos estavam além da nossa juventude tecnóloga em compreensão do real.

Se acabar a luz artificial, morrerão os livre-pensadores? Negativo. Continuarão vivos, pois as invenções não os criaram, eles é que entenderam as idéias e as transfiguraram para projetos arquitetônicos.

Mesclar, essa palavra define o homem. Todavia, não significa que sejamos a junção de todas as coisas, pois é ridícula a suposição. Até nossas ideias deságuam na junção, é só lembrar da teoria do Big-bang, em que a cabeça de um alfinete continha os elementos universais; que suposição terrível!

Somos grandes sintetizadores, mas também analistas. E nesse processo de síntese e análise é que se tornam possíveis as comparações racionais no intuito da engenharia de leis gerais específicas para que se compreenda a engrenagem complexa da vida.

O engendramento dos elementos cosmológicos só tem importância por que existimos seres pensantes, mais que isso, o importante é a vida.

E para manter a vida em nosso planeta é necessário seguir as leis naturais independentes de nós. Não somos livres em momento algum, a liberdade não existe.

Somos uma incógnita de teimosia, remamos contra a maré. Estamos sempre querendo aquilo que nos é negado. Por quê?

Para que tanta luta em prol de alçar o desconhecido se o tememos tanto? Vale a pena desperdiçar tantos neurônios em questões aparentemente intermináveis?

Pode até não valer a pena, pois é justamente o temor da morte que nos faz tão ferozes, tanto em se tratando de Religião como de Filosofia, quanto na Ciência.

Os cientistas temem tanto morte quanto os filósofos e religiosos, a diferença está no caminho percorrido para livrar-se do medo.

A Religião manipula a mente com fantásticas abstrações do real, a Filosofia dá um passo a frente quando tenta entender o funcionamento das coisas e a Ciência tenta tocar tudo que vê, destruindo aquilo em que toca para reconfigurar e ser aclamada como a salvadora.

Não está na ora de pararmos essa busca por uma dita salvação que não passa de suposição? Se ela nunca vem, por que não viver de fato? É extremamente difícil e impreciso negar o agora para lucrar um futuro que talvez venha, talvez não.
Desperdiçamos a vida em troca de nada. Se pararmos só um momento para uma reflexão mais apurada veremos que nem a vida vale coisa alguma, pois ela acaba. E tudo indica que o ciclo da vida em nosso planeta um dia acabará. Sendo verdade ou não, o certo é que só se vive uma vez.

Quem sabe o errado sou eu em ser um sujeito tão correto socialmente falando e certo estão os adeptos o Arcadismo. Carpe diem!

MAGO DIÁFANO
Asabarcelri, 04/02/2009

quarta-feira, 25 de março de 2009

Poesias do Aldeni Marinho



















































































































































































































MAL DE AMOR

Lílian Maial & Nathan de Castro

O amor é como a brisa das manhãs douradas,
que chega de surpresa, a refrescar o dia.
O mundo fica belo, as nuvens perfumadas,
e o tempo perde tempo, aos olhos da alegria.

O amor é como a chuva fria nas calçadas,
que chega em tempestade, dor, melancolia.
O mundo fica cinza, as luas deformadas,
e o tempo pesa mais que a lágrima tardia.

O mal de amor é fogo, é ar, é terra e é água,
que juntos se modelam, esculpindo a mágoa,
mas quem pode viver sem essa flor letal?...

Que venham elementos, venha a natureza,
os ventos da paixão, os beijos e a certeza:
amar faz tanto bem, que chega a fazer mal.

Jorna Delfos (5. edição)