sábado, 21 de setembro de 2013

ATAQUE TERRORISTA MATA 2O PESSOAS NO QUÊNIA

ATAQUE TERRORISTA NO QUÊNIA DEIXA 20 MORTOS

 




ATAQUE TERRORISTA NO QUÊNIA DEIXA 20 MORTOS

Um ataque terrorista está acontecendo no Quênia e já deixou pelo menos 20 mortos até agora.

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR
21/09/2013

VÍDEO DO ATENTADO NO JORNAL COLUNA DIAMANTE:

sábado, 14 de julho de 2012

O GOLPE DA ANTOLOGIA



Em 2011 esse sujeito conhecido como PAULINHO DHI ANDRADE, que deve se chamar na verdade PAULO CÉSAR BOMFIM até onde sei fez uma proposta na comunidade NOVA ORDEM DA POESIA, no Orkut, tinha inclusive um site de uma tal "EDITORA MADRE", que não se encontra mais no ar através do qual ainda fez um concurso entre nós, a época 37 poetas, de vários Estados do Brasil. 

De lá pra cá deu números de conta, uma dele e outra de uma suposta GRAFISSET, que, segundo ele, se recusa a devolver o dinheiro depois que o Paul Bomfim dexistiu de fazer a tal Antologia Poética, a qual fui convidado a participar por depoimento e trocamos e-mails, onde enviei poemas e fiz o depósito de 70 reais na conta da Grafisset. Muitos poetas pagaram mais de 70, deram 100, 200 reais, ou até mais para que o número de livros fosse aumentado.

O acordo inicial seria o Paulo Bomfim dar metade do dinheiro à Editora e a gente a outra metade, e cada um receberia de 3 a 10 livros, no meu caso particular seria 10, e o número de poesias seria o mesmo número de livros que cada um receberia. A gente venderia os livros e a metade do lucro seria novamente depositado na conta do Paulo ou da Grafisset para pagar o que ele gastaria.

Um detalhe deve ser lembrado, ele pediu que adiantássemos mais dinheiro mesmo quando já não criamos mais no andamento da antologia. Ele começou a dar desculpas de até amigos seus que tinham morrido, pelo menos uns 3 e de que ficara desempregado e tantas outras coisas e começou a falar no meio de um outros projetos de chamados "MULHERES NUAS" e "HOMENS APAIXONADOS" e usou como desculpa que  lançamento do livro seria junto com o lançamento desses outros projetos em São Paulo e começou a convidar os 37 poetas para ir.

Acontece que até o local que ele tinha conseguido já não estaria mais disponível e ele teria que arranjar patrocínio agora. Mas, o pior é que tudo acontecia ao mesmo tempo, até um tal de ALESSANDRO em que ele vem falando muito teria ficado doente quando o Paulo supostamente iria falar com ele e depois era o Paulo que ficaria doente, ora gripado, ora deprimido pelas mortes desses amigos, ora o tal Alessandro nunca estava na tal gráfica, de modo que em um ano não conseguiam mais se encontrar.

Após um ano nessa enrolação fica mais do que claro que isso foi um golpe, O GOLPE DA ANTOLOGIA, em que o sujeito brincou com o sonho de vários poetas amadores de publicar um livro e ainda se faz de vítima quando todos nós cobramos, chegando a dizer que isso até ASSÉDIO MORAL era quando dei o ultimato de processá-lo por estelionato, danos morais, danos pessoais, 171 e uso de má fé. 

Não é justo que esse sujeito de má-fé saia impune. Este historiador que voz escreve o faz para que esse caso não se repita mais com ninguém. E que a notícia se espalhe pelo mundo para que esse tal PAULINHO DHI ANDRADE OU PAULO BOMFIM nunca mais repita a dose de ficar com dinheiro de ninguém.

AROLDO FILHO
Historiador cearense criador do 1° Aquivo Público do interior do Nordeste, Arquivo Municipal José Audízio de Sousa. Criador do Jornal Delfos-CE. Sócio do Instituto Desenvolver. Criador da Associação Cultural SEMPRE. Criador da exposição histórica Pacoy: uma HISTÓRIA em documentos.
15/07/2012

domingo, 26 de junho de 2011

ENTREVISTA DO JORNAL DELFOS À PRFESSORA MARIA ROSIMAR BRITO ARRUDA.



Rosimar Brito é pacotiense, lecionou em todas as principais escolas do município de Pacoti e também na UECE.

Além da carreira de professora formada em Estudos Sociais pela UVA e com especialização em Administração Escolar, exerceu o posto de vice-direção da escola Menezes Pimentel e assumiu a diretoria de cultura, criando, nesse período, o Festival de Quadrilhas Juninas de Pacoti do qual fazia a apresentação.

Hoje, o Festival de Quadrilhas já faz parte da cultura local, sendo um dos principais incentivos do turismo cultural de Pacoti.

Ainda foi criadora da Gincana Cultural “Coruja Solidária”, quando nasceu o “Grupo Coruja”, que reunia membros de todas as equipes para encenar a saga “A coruja e os ratos” da qual Rosimar é autora e interpretou o papel da Coruja.

Na ocasião, houve uma parceria da Prefeitura com a UFC e o CeiC, com o advento do projeto “Intercâmbio Cultural” do professor Tarcísio Santiago, o qual doou uma grande hemeroteca, que, por muitos anos, se estabeleceu como parte integrante do acervo do Teatro Luís Pimenta.

Na época, a ombudsman do jornal “O Povo”, Adísia Sá, fez doação de uma biblioteca, que permanecia na escola Enéas Hortêncio.

Atualmente, Rosimar Brito ajudou a criar a APAIP e a SEMPRE, que é responsável pela implementação do Arquivo Público de Pacoti José Audísio de Sousa, o 1° arquivo do interior do Nordeste.

Vamos à entrevista:

Ateu Poeta: 1°- Por que você decidiu ser professora? O que há de especial no magistério?

Rosimar Brito: -Sou professora por vocação. Desde criança sempre nutri uma admiração muito grande pelo magistério que, para mim, é uma das profissões mais importantes por ajudar a formar a personalidade do cidadão.

AT: 2°- Como foi a experiência de criar uma gincana cultural, um grupo de teatro ama dor, uma associação responsável pela criação de um arquivo público, um grupo de poetas e um festival de quadrilhas em seu município?

RB:- Todos nós temos o dever de lutar por uma sociedade mais justa, participativa e igualitária. Em todas essas iniciativas nada mais fiz do que exercer o meu papel de cidadã, visando a integração de vários setores sociais.

AT:3°- Você foi homenageada com uma medalha de cidadã honorária pela Câmara municipal de Pacoti. Como você se sente sendo uma verdadeira cidadã-honorária?

RB:- A medalha do Mérito Legislativo que em 2004 me foi conferida pela egrégia Câmara municipal de Pacoti representa o reconhecimento daquela instituição pelo trabalho de cada homenageado no seio da sociedade.

Senti-me muito honrada ao merecê-la e surpresa com tal iniciativa em relação à minha pessoa.

AT:4°- Na época do “Grupo Coruja” o então governador do Estado, Ciro Gomes, conversou com vocês do grupo. Conte-nos como é propor um projeto diretamente ao governador do Estado cara a cara, de igual pra igual?

RB:- O governador do Estado nada mais é do que um representante de uma sociedade.

Para nós da Gincana Coruja Solidária propor a ele, através de um abaixo-assinado, a compra do prédio onde outrora funcionava o Seminário dos Padres Salvatorianos, foi uma iniciativa que se fazia necessária dada a necessidade de se criar espaços adequados à implantação de um campus universitário nesta cidade para atender à demanda da região.

A Universidade Federal do Ceará foi a ponte entre Pacoti e o gabinete do governador Ciro Gomes, através do projeto “Intercâmbio Cultural”.

AT:5°- O Jornal Delfos gostaria que você deixasse uma mensagem de incentivo para aqueles que pretendem lecionar, virar cidadão honorário ou criar propostas que gerem melhorias para o seu município, tanto no aspecto físico quanto no intelectual.

RB:- Apesar da luta constante pela melhoria da qualidade de vida da população, nossa gente continua precisando de incentivo para continuar melhorando. E o profissional da educação é um dos principais instrumentos de transformação dessa realidade que se apresenta cada vez mais caótica.

É preciso acreditar, é necessário investir mais e mais nesse profissional para que ele continue a influir na mudança de paradigma da sociedade.

O município precisa cada vez mais de cidadãos conscientes de seu papel social, e, por isso, é urgente que cada um exerça o seu papel, desempenhando a sua função.

ATEU POETA

Entrevista concedida por meio de questionário na cidade de Pacoti-Ceará.
Diretamente para o Jornal Delfos.
Agosto de 2010.


ENTREVISTA N°5 DO JORNAL DELFOS

ENTREVISTA N°5 DO JORNAL DELFOS

Esta é a 5a entrevista. Aqui, converso com duas riograndenses, simultaneamente.

Asa Heuser mora em Guaíba, RS. É professora de Inglês e Sueco.

Andressa mora em Venâncio Aires, RS. Não tem trabalho fixo, faz “bicos” de atendente e babá.

Vamos à entrevista:

Ateu Poeta:
O que vocês estão achando do caso Datena?

Asa Heuser: O que deu para perceber foi que há uma atitude generalizada de que os ateus são pessoas automaticamente sem moral, e o Datena reforça esse preconceito cada vez que usa o seu bordão "Isso é coisa de quem não tem deus no coração".

Esse bordão ele usa há muito tempo, e a princípio eu tenho a impressão de que era mais direcionado a determinada vertente religiosa, que seria "coisa do capeta", na opinião do apresentador.

Já no dia 27 de julho de 2010, ele realmente se referiu diretamente a ateus e nesse caso acho que também houve uma motivação política no discurso dele.

Duas fontes independentes, CNT/Sensus e Fundação Perseu Abramo, já constataram que os ateus são uma categoria que tem a antipatia da maioria dos brasileiros.

Se o saudoso Betinho (Herbert José de Sousa) ou o Drauzio Varella se candidatassem a presidente neste país, perderiam as eleições apenas por serem ateus, mesmo sendo eles uns dos maiores benfeitores no Brasil.

Muita gente odeia os ateus porque não conhece nenhum. O que o Datena fez foi apoiar o preconceito e o ódio que estão aliados a esta ignorância.

Andressa: Eu não cheguei a ver ele na tv, pois não assisto, mas li um pouco sobre o caso na internet, é revoltante!

Não da para entender como um cara desse ainda pode ter um programa na tv!

Ele deveria pedir desculpas publicamente aos ateus e no mínimo tirarem ele da tv!

Ele é um babaca que se empolgou e nem deve ter visto a merda que fez.
AP: Por que será que confundem criminosos com ateus?

AH:Porque esta é uma imagem convenientemente divulgada e reforçada pelas religiões para assustar os seus fiéis, com o fim claro de afastá-los de qualquer convívio com pessoas assim, para que não sejam influenciadas.

O "perigo" real é eles descobrirem que os ateus são pessoas normais, nem melhores nem piores que as demais.

A:É pelo fato de ainda crerem que quem não tem Deus no coração é um monstro, a maioria acha que para sermos bons temos que ser fies a Deus, o que só mostra o quanto são ignorantes.

AP: O que os ateus podemos fazer para que se diminua o preconceito para conosco?

AH: Devido ao preconceito muito forte é difícil para muitos assumir publicamente o seu ateísmo, mas esse seria um passo necessário para que ficasse claro que tipo de pessoas nós somos.

Por enquanto, só os que não correm o risco de sofrer represálias é que podem fazer isso, e a estes cabe, na medida do possível, divulgar o máximo de conhecimento e informação sobre o assunto para que possa haver uma mudança de opinião por parte das pessoas.

Estamos aqui para dizer "muito prazer, somos ateus e cidadãos como você, e não merecemos seu ódio".

Organizações como a Liga Humanista Secular do Brasil (LiHS), da qual sou vice-presidente, estão aqui para trazer esta mensagem, entre outras.

A:Saírem do armário é um bom começo.

AP: Vocês já tiveram religião ou não, e se tiveram, por que hoje permanecem no ateísmo?

AH:Quase todos os ateus foram criadas em lares religiosos. Comigo foi diferente, fui criada em uma família de ateus mas, mesmo assim, eu tive uma fase religiosa, de busca por alguma resposta "espiritual".

O ateísmo se torna praticamente inevitável, não é uma decisão, mas uma conclusão, a partir da análise de todos os argumentos em favor da existência de um deus.

Chega uma hora em que chegamos à conclusão de que os argumentos não convencem de jeito nenhum, e passamos a buscar respostas no mundo natural, através da ciência - que é uma atividade incompleta e imperfeita, e humilde o suficiente para admitir isso em vez de alegar ter a verdade absoluta.

Se os religiosos discordam de nós, tem todo o direito de fazê-lo com argumentos. Ter ódio de nós não vai resolver o debate sobre a existência de um ou mais deuses.

A:Fui criada em uma família católica e fui batizada, não cheguei a fazer primeira comunhão não lembro o porque, mas me recusei a fazer.

Eu tinha medo e duvidar da existência de deus e de todos os outros santos, mas em uma aula de filosofia no ano passado nosso professor falou sobre questionar tudo, e foi o que eu fiz e vi quanta coisa errada tinha ali.

AP:Que providências, para vocês, o Brasil deveria tomar para que o preconceito religioso acabe, ou pelo menos diminua, uma vez que somos um Estado Laico?

AH:O ensino religioso nas escolas públicas devia ser abolido, e deveria se ensinar a história das religiões nas aulas de sociologia e história, de forma neutra.

O ensino religioso deve ser restrito à igreja da preferência de cada família, e nas escolas particulares abertamente confessionais.

Um excelente texto que ilustra bem o problema pode ser encontrado nesse link, numa postagem feita no blog Bule Voador, o blog oficial da LiHS:

"Pesquisa da Universidade de Brasília conclui que o preconceito e a intolerância religiosa fazem parte da lição de casa de milhares de crianças e jovens do ensino fundamental brasileiro."

A: Acho que assim como acontece com o preconceito racial deveria se criar um disque denuncia e por na cadeia os preconceituosos!

Todo o tipo de preconceito deve ser punido! Para começo, não ter medo de mostrar suas opiniões e mostrar que ser ateu não é coisa do outro mundo.

ATEU POETA

Ceará-Rio Grande do Sul
Entrevista concedida via e-mail.

ENTREVISTA COM FÁBIO HEAVY


FABIO HEAVY é criador da comunidade "Ateísmo e Anticristianismo" no site de relacinamentos "Orkut". Aceitou conceder-nos uma entrevista para o Jornal Delfos.

vamos à entrevista:

A.T.:
1°.: Quando você disse "eu sou ateu" com convicção e por quais razões?

F.H.:

NO FUNDO SEMPRE FUI ATEU POIS MESMO FREQUENTANDO RELIGIÕES COM MEUS PAIS,NO FUNDO NUNCA ACREDITEI EM NADA MAS EM MEADOS DO ANO 2000.

DEPOIS QUE VIM MORAR SOZINHO QUE ME AFASTEI DE TODA ATIVIDADE RELIGIOSA E ESTUDEI MAIS SOBRE O ATEISMO ONDE VÍ QUE ME ENCAIXAVA E ME DECLAREI ATEU!!


A.T.: 2°.: Você é ou já foi discriminado por ser ateu, com piadas ou de outra forma? E o que você pensa a respeito de pessoas que discriminam os outros por isso?

F.H.:
DISCRIMINAÇÃO PESADAS E XINGAMENTOS SÓ O ORKUT MESMO MAS NA VIDA REAL JÁ SOFRI DESCRIMINAÇÃO DE FORMA MAIS BRANDA DO TIPO PESSOAS QUE FALAM DE VOCÊ PELAS COSTAS QUE TEU DEFEITO É NÃO CRER EM DEUS,TE ENCARAM COMO ALGUEM INFERIOR POR CAUSA DISSO MAS EU NA VERDADE TENHO É PENA DESSE POVO ATRAZADO POIS A IGNORANCIA DELES QUE OS CEGAM AO PONTO DE ME JULGAR PELO SIMPLES FATO DE NÃO CRER NO DEUS DELES SENDO QUE TANTOS QUE CREEM COMETEM OS PIORES CRIMES COMO PADRE PEDÍFILOS P/EXEMPLO!!!

A.T.: 3o. Por que criar uma comunidade no "Orkut" com o nome "Ateísmo e
Anticristianismo" e desde quando a comunidade existe?

F.H.:
A A&A FOI CRIADA NO DIA 15 DE FEVEREIRO DE 2007 APÓS EU E MEU PRIMO SERMOS EXPULSOS DE DIVERSSAS COMUNIDADE ATEISTAS POR CRITICAR A RELIGIÃO CRISTÃ E SEUS ABUSOS AO ESTADO LÁICO ABRINDO TÓPICOS DENUNCIANDO OS ROUBOS DOS PASTORES E EXCANDALOS DA IGREJA CATÓLICA COMO AS CARNIFICINAS DAS CRUZADAS E DA INQUISIÇÃO,ETC.

AÍ SURGIU A IDÉIA DE SELECIONAR OS ATEUS QUE NÃO QUEREM SE CONFORMAR COM ESSA SITUAÇÃO DA NOSSA SOCIEDADE E QUE QUEIRAM COMBATER O CRISTIANISMO DE UMA FORMA EDUCADA E SÉRIA SEM XINGAMENTOS IDIOTAS OU OFENSAS GRATÚITAS AOS CRISTÃOS!

NA A&A NÃO BASTA SER ATEU,TEM QUE SER UM LUTADOR CONTRA A SOCIEDADE DOMINADA PELO CRISTIANISMO,NÃO É LUGAR PARA CONFORMISMO!

A.T.: 4o.: Você acredita que a intolerância religiosa um dia acabará ou será isso uma "permanência história", uma coisa que jamais acabará?

F.H.:
A HISTÓRIA DA HUMANIDADE QUE JÁ PASSOU NUNCA MUDARÁ POIS JÁ TÁ TUDO REGISTRADO E TODAS AS GUERRAS E CONFLITOS FORAM GERADOS PELA INTOLERANCIA,NÃO APENAS RELIGIOSA,ACREDITO QUE O TIPO DE INTOLERÂNCIA VAI MUDANDO DE ACORDO COM O TEMPO, MAS ESTÁ NA NATUREZA DO HOMEM DESTRUIR SEU SEMELHANTE,ENTÃO ACREDITO QUE A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA PODE ATÉ ACABAR, MAS OUTROS MOTIVOS SEMPRE SERÃO USADOS PARAFAZER GUERRA, INFELIZMENTE!

A.T.: 5o.: Para você o que há que ser feito para que o ateísmo seja visto com naturalidade pelas pessoas que não são atéias?

F H.:
EM PRIMENRO LUGAR, O ATEU TEM QUE MOSTRAR, NO SEU DIA A DIA, QUE É UM SER HUMANO NORMAL COMO QUALQUER TEÍSTA, COM SUA FAMILIA,EMPREGO,ESTUDO,ATIVIDADES ESPORTIVAS E DE LAZER, IGUAL A TODOS,QUE NÃO SOMOS ASSIM TÃO DIFERENTES,QUE APENAS NÃO ACREDITAMOS EM DEUS, MAS ,NO RESTO, SOMOS IGUAIS,TEMOS SENTIMENTOS E AMOR AOS NOSSOS SEMELHANTES,QUE AJUDAMOS NOSSA COMUNIDADE,QUE TEMOS SOLIDARIEDADE PELO AMOR AOS SEMELHANTES E NÃO A UM DEUS INVISÍVEL.

E O PRINCIPAL, É NÃO AGIRMOS COMO VÂNDALOS.

XINGAR E HUMILHAR CRISTÃOS,PIXAR IGREJAS,DESTRUIR LOCAIS DE CULTOS SÓ MOSTRA A ELES UMA IMAGEM QUE SOMOS MARGINAIS QUE NÃO MERECEMOS VIVER EM SOCIEDADE!

TEMOS QUE MOSTRAR NOSSA VERDADE NA RAZÃO COM ARGUMENTOS CALÇADOS COM PROVAS CIENTÍFICAS E NO RESPEITO, POIS SE QUEREMOS SER RESPEITADOS.

TEMOS QUE RESPEITAR A CRENÇA DELES!
LUTAR, SIM, CONTRA OS ABUSOS E EXAGEROS INTERFERINDO NO ESTADO LÁICO, MAS NÃO VIOLAR O DIREITO DELES EM CRER NO QUE QUISEREM!

ENTREVISTADOR: ATEU POETA
DIRETAMENTE PARA O JORNAL DELFOS VIA ORKUT
JULHO DE 2010

ENTREVISTA COM LIDIANE VIA ORKUT


Dia desses, passando pela comunidade no orkut, vi um tópico que me chamou muita a atenção, uma história de uma menina que seria praticamente expulsa de casa simplesmente por que a sua família não aceita seu ateísmo.

Uma coisa que me deixou extremamente triste por que também sou ateu mas miha família jamais faria isso comigo. Imaginei-me na pele dela e resolvi entrevistá-la neste jornal, como uma forma de protesto em seu apoio pela liberdade de não crer em nada mísitico e pelo direito de ser respeitado por isso.

O nome dela é Lidiane, e ela sofre na pele um preconceito dentro da própria casa.Lidiane é nascida e mora no estado de São Paulo, atéia participante da comunidade "ateísmo e anticristianismo".

Esta entrevista é o modo de expressar todo o meu respeito pela sua liberdade de escolha. Saiba que tem o meu total apoio. E lhe desejo, Lidiane, muita sorte na vida.

Vamos à entrevista, então:

Ateu Poeta:
1° Por que você decidiu ser atéia?

Lidiane:
Ser atéia nunca foi uma decisão para mim.Nasci em uma família extremamente religiosa e que segue um pensamento puritano.

Simplesmente um dia, lendo um folheto religioso, me surgiu a pergunta: “Por que eu acredito em Deus?” e infelizmente – ou talvez felizmente – não houve resposta.Passei então a buscá-lo, a fim de reafirmar minha fé, mas o resultado foi o contrário.

No começo eu acha que duvidar da existência de deus era algo repulsivo, inadmissível; rejeitei muito um possível ateísmo, e muitas vezes me peguei dizendo “É claro que eu acredito, não posso duvidar ” “Deus existe! Há provas disso por todo lado”.

Quando percebi que estava sendo hipócrita ao querer enganar a mim
mesma, ao invés de aceitar minhas dúvidas, comecei a ter uma visão mais crítica,
a questionar, e a não me contentar em não entender determinadas coisas. Foi aí
que eu entrei num período de transição; primeiro virei agnóstica, hoje sou
atéia.

AP: 2° Qual o pior preconceito que sofreu a este respeito?

L: Ainda hoje tenho muita dificuldade em assumir meu ateísmo. Passei um ano e meio escondendo de todos e, inclusive, da minha família.Um dia cansei de agir como se eu ainda fosse uma cristã; Contei pra minha família.
Meus pais rejeitaram meu ateísmo, foram preconceituosos e quase me rejeitaram também.Disseram-me: “Não somos obrigados a conviver com alguém tão diferente de nós” “Quando você fizer dezoito anos não precisa mais voltar para casa”.

Depois de tanta discussão, minha mãe chorando disse: “Então você não acredita em nada?! Você precisa acreditar em alguma coisa... e quando você precisar de ajuda, a quem
vai pedir, pra quem irá pedir um refugio ou consolo?”.

Nesse momento, mais do que nunca, percebi o real motivo da fé...Meus pais só me fizeram ter a convicção de que o ateísmo é a forma mais coerente de enxergar o mundo.

AP: 3° O que você acha que é necessário que aconteça para que o
preconceito contra os ateus diminua?

L: Não sei dizer ao certo. Sabemos o quanto a religião tem um poder muito grande de influência sobre as pessoas, e é exatamente a religião e a própria bíblia que condicionam o pensamento preconceituoso contra nós ateus.

A maioria das pessoas tem uma visão distorcida e generalizada de nós, por isso, para que consigamos diminuir esse preconceito nós devemos mostrar às pessoas quem somos, o que pensamos, o quanto podemos ser morais, bons e éticos sem termos religião ou crença.

AP: 4° O que a faz continuar sendo atéia?

L: Posso manter um olhar critico, aceitar ou rejeitar algo sem ter precisar me manter centralizada num conceito espiritual ou dogmático.

A visão religiosa fecha nossos olhos para muitas coisas, faz-nos enxergar somente aquilo que queremos ver ou aquilo que nossas crenças permitem/querem mostrar, mas não o que realmente acontece.

O que nos torna humanos é a consciência, e eu posso usar a minha sem ter que aceitar tudo o que um suposto deus faz e escolhe, estando certo ou errado, só porque ele é um deus.O único motivo, e por si só suficiente, para me fazer continuar sendo atéia é a falta de razões para crer em um deus especifico em meio a tantos outros deuses.

AP: 5° Deixe uma mensagem para aqueles que temem os ateus.

L: Você já parou para pensar que independente de crença as características
que mais importam em um ser humano é o caráter, a bondade, o altruísmo, a ética
e o amor? Todas essas coisas não se adquirem crendo, nem descrendo de deuses, mas simplesmente as temos, ou não.

Nós ateus, podemos ser tão maus ou tão bons quanto qualquer um quesente-se ao seu lado na igreja, que se ajoelhe e reze para Deus, leia a bíblia frequentemente
ou qualquer um que te cumprimente segundo os costumes da sua igreja.

Você sabe disso, só não aceita.

Entrevista concedida em 18/06/2010
Ceará-São Paulo, via orkut e via e-mail

ENTREVISTA AO FOLHA DO NORTE


Entrevista on-line do "Jornal Delfos" do Ceará ao colunista "Fábio Oliva", do jornal Folha do Norte, de Minas Gerais.

Esta é a 2a entrevista do Jornal Delfos.

Escolhemos o Folha do Norte por ser um jornal comunitário, assim como nós, só que com jornalistas bem mais experientes na área, dentre eles se destaca Fábio Oliva, que nos concedeu entrevista via e-mail em 28 de maio de 2010.
Fábio ficou famoso por apurar denúncias que puseram a baixo o cargo de vários prefeitos de sua cidade. Hoje ele faz parte da Abraji, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, e tem se destacado a cada dia, tanto que foi citado pelo jornal O Povo, num curso sobre contas públicas, como exemplo de como um jornal comunitário pode mudar a História.
Então, vamos à entrevista que este grande jornalista nos concedeu:

Ateu Poeta:
1: _ Sabemos que sempre houve ataques a jornalistas, mas não na mesma proporção que hoje em dia. Na America Latina está acontecendo inclusive de assassinatos freqüentes, às vezes a equipes inteiras.

O "Jornal Delfos" ficou sabendo que você também já foi alvo de agressões, por causa do seu trabalho no jornal "Folha do Norte", conte-nos um pouco como isso ocorreu e por quê.

Fábio Oliva:
Eu estava a caminho do Ministério Público, onde entregaria uma série de fotografias que mostravam a presença de trator da Prefeitura de Januária arando terras da fazenda do ex-prefeito Valdir Pimenta Ramos.
Quando estava sobre o passeio em frente ao Fórum de Januária, saíram detrás de uma caminhonete três irmãos advogados.
Eles se revesavam na ocupação de funções públicas ligadas à área jurídica no município e, nessa qualidade, alguns deles foram responsáveis pela emissão de pareceres jurídicos com datas retroativas ou emitidos no bojo de licitações sabidamente fraudulentas. Esses fatos já haviam sido divulgados por mim no jornal Folha do Norte.
Dois deles estavam armados de revólveres. Fugi do local na garupa de uma motocicleta que passava e cujo piloto me ajudou. Como não houve disparo, os três advogados responderam a um processo criminal perante o Juizado Especial Cível.
Fizeram transação penal, ou seja, trocaram o processo pelo pagamento de uma multa. Cada um pagou R$ 600,00 a três entidades filantropicas e tudo ficou por isso mesmo. É a vida.

AP:
2 _O "Folha do Norte" assim como o "Jornal Delfos" trata-se de um jornal comunitário. Segundo relato do jornal "O Povo", você conseguiu derrubar alguns gestores no município onde o seu jornal funciona. O jornal "O Povo" chamou você de jornalista investigativo, inclusive existe uma "Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo".


Gostaríamos de saber como se deu o caso das investigações sobre os tais prefeitos corruptos e qual a diferença de um jornalista comum para um jornalista investigativo.

FO:
Primeiro é preciso esclarecer a razão do surgimento do jornal Folha do Norte. Quando criamos a ONG de combate à corrupção em Januária/MG, não conseguíamos emplacar uma matéria na mídia existente.
A TV local e duas rádios pertencem à família do ex-deputado federal "sanguessuga" Cleuber Carneiro. A rádio comunitária pertencente a uma entidade social, o Serviço de Promoção do Menor (Servir) quase não podia nos dar espaço, porque dependia de aproximadamente 20 funcionários da prefeitura, entre professores e outros, para poder funcionar.
Um jornal, o Tribuna do Vale, pertence a um cunhado do ex-prefeito João Ferreira Lima (um dos cassados). O outro jornal, "A Voz do Povo", é mantido em nome de "laranjas" mas, de fato, pertence a um ex-secretário de Fazenda que ficou milionário em sua passagem pela prefeitura. Dai tivemos que criar um jornal para dar voz às ações de combate à corrupção.


A diferença básica entre um jornalista investigativo e os demais é a seguinte: Normalmente o jornalista divulga notícias do cotidiano.
O jornalista investigativo acaba produzindo a própria notícia e não apenas relatando fatos do dia a dia. Ele investiga, escarafuncha, garimpa informações as mais dispersas, junta provas, concatena fatos dispersos, até chegar a uma conclusão.
Às vezes uma reportagem dessas, por seu alto grau de complexidade, demora semanas, meses e, às vezes, até anos para ser concluída. É um misto de trabalho policial, de investigador, com o trabalho de jornalismo.

AP:
3_ O jornalismo é uma profissão muito arriscada, principalmente, hoje em dia. Nesse mês, inclusive, houve um ataque a um jornalista cearense em Juazeiro do Norte quase fatal.

Gostaríamos de saber, o que levou você a ser jornalista. Por que você escolheu esta profissão?

FO:
A verdade é que quem se dedica ao jornalismo não escolhe a profissão. A profissão é que o escolhe. A vocação de servir, o desejo de ser útil a um número indeterminado de pessoas e causas vem primeiro.
Depois é que a pessoa escolhe como vai se dedicar a isso, emprestando um pouco do seu tempo e talento a essas coisas e causas. Alguns então se dedicam ao voluntariado, outros o jornalismo.
Mas há, por exemplo, quem escolha ser um "médico sem fronteiras", ou "advogado sem fronteiras" e assim por diante.
Meu avô era escritor. Como não sabia datilografar, fazia os manuscritos e eu os datilografava. Assim tive contato com as letras bem cedo. Gostei e nunca mais parei. Comecei no jornalismo como revisor no antigo "O Jornal de Montes Claros". Tinha de 16 para 17 anos.
Depois fui promovido a "foca", atuei nas editorias de cidade e política. Mais tarde fui assessor de imprensa da Associação Comercial e Industrial de Montes Claros; correspondente do jornal "Diário do Comércio", de Belo Horizonte e, em 2007, tive a felicidade de ter uma de minhas reportagens escolhidas para representar o Brasil no "Prêmio Ipys de Jornalismo Investigativo".

AP:
4_ Houve no Brasil há algum tempo uma ação de proibição aos jornalistas sem diploma de atuam na área. Até um projeto de lei nesse âmbito foi para a última instância de votação no Supremo Tribunal Federal, que, no fim, foi anulada por ser julgada inconstitucional.

Saiu no programa "Observatório da Imprensa" da "TVE-Brasil" que nos Estados Unidos existem curso de mestrado em 2 anos para jornalistas não formados na área. Já no Brasil, não existe isso, contudo, existem cursos on-line de capacitação.

Gostaríamos de saber o que você pensa a respeito. Você acha que deveria existir esse curso de mestrado para jornalistas não formados no Brasil?

FO:
Não duvido que a academia possa ser extremamente útil ao aperfeiçoamento de quem tem vocação e escolheu o jornalismo para profissão. Mas jamais fará de alguém que não tem vocação, que não tem o jornalismo no sangue e a determinação de sê-lo nas ventas, um bom jornalista.
Sou favorável a duas coisas:
1) que seja preservado o direito de quem já exerce a profissão há muitos anos de continuar a exercê-la, independentemente de diploma;
e 2) que sejam criados mecanismos capazes de possibilitar a graduação de quem já exerce a profissão sem diploma e deseje se graduar.
Uma legislação que não preveja estas duas possibilidades consistiria em uma novatio legis in pejus. Ou seja, numa nova lei que traria prejuízos se aplicada a fatos anteriores. Tal coisa é abominável.
Há por esse país inteiro milhares de jornalistas não formados que exercem com dignidade e profissionalismo o ofício, sustentam suas famílias e desempenham papel de excepcional importância para a sociedade.
Como também há jornalistas bandidos. Isso ocorre em todas as profissões. Também há juízes bandidos, advogados bandidos, médicos bandidos e por ai vai. O diploma de jornalismo não elimina o jornalista bandido.
Há muitos jornalistas com "canudo" que são verdadeiros bandidos. Mas não há que se generalizar, nem em relação aos formados, nem aos não-formados.

AP:
5_ Por fim, gostaríamos que você deixasse aqui uma mensagem para aquelas pessoas que se interessam pela função de jornalista.

FO:
É uma profissão maravilhosa. Ajudar a um número indeterminado de pessoas é uma coisa maravilhosa, qualquer que seja a profissão que lhe permita fazer isso. Mas, fazer isso através do jornalismo tem um toque especial.
Não se pode perder de vista, no entanto, que o maior ganho será sempre o reconhecimento público e profissional, a satisfação pessoal. Infelizmente é uma profissão muito mal remunerada. Quase ninguém ficará rico no jornalismo, se o praticar honestamente.

Ateu Poeta
Presidente do Jornal Delfos

Minas-Ceará, via e-mail
Entrevista realizada com o jornalista Fábio Oliva
Em 28/05/2010